Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Aviso - Carnaval


Amigos de Caminhada,

Durante o período do carnaval não teremos reuniões. No mesmo período estarei impossibilitado de responder emails e atender os que me procuram. Já agendei vários atendimentos para quando voltar, os que não conseguiram ainda, liguem-me quando eu retornar no dia 18 de fevereiro de 10.


Aproveito para desejar a todos dias bons. Para os que vão as festas, desejo que a sobriedade os acompanhe para que a tragédia não tome lugar da alegria. Para os que vão aos retiros religiosos não se esqueçam de orar pelos homens principalmente pelos oprimidos. Para os que ficarão em casa, que aproveitem para descansar e curtir os seus.

Deus nos permita ver a misericórdia e a graça entre os homens,

Abraços

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Convite - Reunião


Desde o começo do ano que estamos falando das implicações de se trilhar o caminho do discipulado, proposto por Jesus de Nazaré.

Falamos da necessidade de abandonar nossas redes (cultura, modo de viver, idéias, religião, etc.) para seguir o Caminho.

Falamos que no nosso caso, tal abandono significa uma resignificação dos temas da religião cristã, então falamos sobre a necessidade de repensarmos a idéia de Deus, concluindo que não cabe mais a idéia de um Deus elitista, limitado pelas geografias e etnias humanas.

Na sequência falamos da resignificação do conceito de povo de Deus, concluindo que não existe um povo eleito, mas a eleição diz respeito ao Homem de Nazaré, no qual todos os outros estão incluídos e representados.

Por último começamos a falar de Jesus, e a necessidade de separarmos o Nazareno das construções dogmáticas cristas, entendendo que Jesus pertence a todos os homens.

Daí, seguimos a falar sobre o que Jesus de fato ensinou e pediu aos seus discípulos, e vimos que a mensagem de Jesus é o Reino de Deus, terminando na última reunião, afirmando que é a fé que faz o Reino acontecer.

Neste Domingo, às 09hs daremos continuidade a nossa série de mensagens falando sobre o significado da fé.

Local: Rua Tigipió, 277, Praia de Iracema.

Na Ocasião faremos uma Ceia em memória ao Cordeiro.

Quem quiser vem e no Caminho eu te explico.

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Ceia em memória ao Cordeiro - Sábado 30/11 - Papicu

Amigos,

Neste sábado às 17hs(30/01) faremos uma ceia em memória ao Cordeiro na residência do casal Joaquim e Débora (Edifício Palácio dos Planaltos, Av. Santos Dumont, 6870 - Aptº 604. Próximo à Silcar. Contato: Joaquim 9174-2456).

Venha renovar conosco a alegria da fé e da esperança, compartilhar acerca do Evangelho da Graça que nos capacita a viver a vida com simplicidade. O que procuramos é viver a vida com sabor de Graça e a Graça com sabor de vida! E ser um lugar de encontro de pessoas com pessoas, de pessoas consigo mesmas, de pessoas com o evangelho, de pessoas com a Vida.

Gostaria de lembrar a você que já nos conhece ou tem sido abençoado que convide amigos, familiares, conhecidos ou quem julgar importante para estar conosco, é hora de mostrarmos o nosso compromisso com a pregação do evangelho, é tempo de alegria, de anunciarmos as boas novas, de semear.

Obs. – Quem puder, traga algo gostoso para acrescentar à nossa mesa. Se puder nos avise, para que saibamos o que faltará para compor uma boa mesa.
- Em virtude dessa reunião não teremos encontro na Praia de Iracema.

Nele, que nos chama a caminhar sem medos e sem neuroses.

Ivo Fernandes

NÃO VIM TRAZER PAZ, VIM TRAZER ESPADA! - Marcelo Quintela

Missão na Nigéria


Amigos e Irmão em Missão conosco: Paz seja na sua casa!


No domingo que antecedeu nossa última cruzada, que ocorreu na segunda-feira dia 18, eu acordei virado do avesso. Já estava muito cansado. E no dia anterior, durante o "Surf com a Comunidade" havíamos cruzado com os primeiros homens brancos que não fossem nós mesmos. Um grupo de gerentes petrolíferos canadenses estava "tomando umas" na praia. O Leo parou para conversar com eles e me contou o que eles disseram: "Sabe quando vocês vão conseguir resolver esse problema? - Nunca! Esse povo aqui não presta, é ignorante demais pra mudar". O Leonardo lhes contou, com toda sua calma mineira, tudo que Deus já tinha feito durante os dias de Campanha! Eles se surpreenderam... "Nunca antes na história desse país", algo tinha dado tão certo nesse sentido como estava acontecendo conosco!

Para continuar lendo clique aqui --> http://www.caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=05748

Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

O CAMINHO DA GRAÇA SAIU DA ADOLESCÊNCIA NA NIGÉRIA!

O Espírito Santo separou os primeiros Sete Diáconos do Caminho...
Não temos tempo para crescer interiormente como em geral acontece; ou seja: apenas forçados pelos eventos da existência...

Quando vi os primeiros vídeos do que se está fazendo com as crianças na Nigéria, e quando percebi que a “igreja evangélica Nigeriana” era a Bruxa da Desgraça das crianças naquele país; reconhecendo que hoje não me seria possível ir... [meu diabetes pede cuidados que lá eu não poderia dar a mim mesmo], mesmo sem consultar ninguém à priori, disse assim mesmo que iríamos à Nigéria...

E por que tomei uma decisão que eu mesmo sabia que pessoalmente não poderia atender?...

Ora, é porque sei que aqui no Caminho, na comunhão que temos e somos — não faltariam membros do corpo para cumprirem a missão com amor e maturidade!...

Tenho lido os Diários que o Marcelo, o Adailton, o Leo e o Jojo de Olivença têm escrito; e, ao ler, choro de vontade de lá estar, além de me alegrar pela benção de ter manos tão amados e comprometidos com Jesus, que, por tal razão, minha ausência em nada atrapalha, pelo contrário, somente ajuda.

Sim! Eles todos cresceram! Sim! Cresceram e amadureceram como nem em anos e anos de “ministério”.

Hoje sei que temos Sete Diáconos no Caminho!...

Sim! Sete como os Sete do Livro de Atos!

Gente Boa de Deus! Sim, gente cheia de fé, de amor, de bondade e lotada do Espírito Santo!

Eles nunca mais serão os mesmos; e nem o Caminho da Graça!

Faz tempo que digo a eles todos que “jogo é jogo e treino é treino”...

Até aqui tudo era treino... Agora entramos no jogo...

E mais que isto: é apenas o primeiro “jogo”; pois, sinceramente, no Caminho dedicar-nos-e-mos apenas àqueles que ninguém quer...

Sim! Se tivéssemos mais gente e mais recursos já estaríamos nos preparando, mesmo enquanto o grupo dos Sete está na Nigéria, a fim de enviarmos outros Sete para o Haiti...

Peço que todos leiam o Diário de Viagem à Nigéria que está no www.caiofabio.com

Sim, você pode acompanhar tudo que está acontecendo no dia-a-dia deles pelo Diário de Missão... basta acessar aqui!

Aqui também: Dossiê Nigéria

Receba meu amor e sinta a minha alegria por poder ver com meus olhos o surgimento espontâneo e voluntário dos Sete Diáconos do Caminho!

Nele, em Quem tenho alegria de chamar de Sete Diáconos do Amor aos meus manos e filhos na fé na simplicidade do Evangelho,

Caio

17 de janeiro de 2010

Lago Norte

Brasília

DF

Ps. Amanhã recomeçaremos os Papo de Graça ao vivo...

Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

Nigéria IX

DE CASA EM CASA - encontrei gente boa de Deus!


Queridos irmãos

Nestes dias estivemos visitando inúmeras casas.

Sinceramente, ontem, ao voltar para o hotel a pé, eu já não queria conversar com ninguém; fiz-me surdo aos chamados de "homem branco" que vinham dos dois lados da avenida.

Eu tinha acabado de passar na igreja evangélica que mantêm o rapaz acorrentado e lá estava ele ainda, enquanto um grupo de ?irmãos? se reunia para o estudo bíblico ao lado do local onde ele estava, ignorando-o completamente.

E o pastor me vem com aquela conversa mole de que o rapaz será solto quando liberto do espírito maligno... A vontade é de tirar o rapaz à força, e acorrentar o pastor. Fiz o que eu pude; conversei com o rapaz, falei de Jesus para ele... Falei de Jesus para o pastor; um Jesus que ele não conhece; um Jesus que não acorrenta ninguém; um Jesus que não é sarcástico e que não brinca com a desgraça alheia.

Estou triste e com nojo... lamento lhes dizer isto, mas quero ir pra casa. A Nigéria 99% cristã fede. Preferiria sentir o cheiro do cigarro e da cerveja que os crentes daqui não usam; aliás, neste calorzão que tá fazendo, falta uma cerveja geladinha. Isto é pecado aqui.

E você que é evangélico brasileiro e que já está me condenando por querer uma cerveja e o cheiro do cigarro ? vá se enxergar que já estou sem paciência com esta hipocrisia evangélica tola! Tomo cerveja sim, e não tô nem aí se o sujeito fuma. Ele Ceia comigo se ama a Jesus e ao próximo!

Visitamos a casa de um mórmon; e ele conhecia muito bem o trabalho do CRARN na proteção às crianças; não apenas conhecia, ele ajudava com recursos e apoio constantes. Ele nos disse: ?Os evangélicos são os culpados por esta desgraça com as crianças do nosso país. Os pastores são os maiores culpados?.

Há um bom tempo deixei de ser evangélico... acho interessante que centenas ou milhares de evangélicos leiam nossos relatos e jamais façam qualquer comentário... Vocês têm razão, é vergonhoso mesmo. É uma vergonha fazer parte de algo chamado evangélico...

São os evangélicos que estão abandonando e matando as crianças; aí os evangélicos brasileiros me dirão: ?Eles não são evangélicos de fato?. Pois é, todas as semanas, várias vezes, eles se reúnem aqui na Nigéria; cantam os hinos dos hinários tradicionais e os cânticos conhecidos por quase todos os evangélicos no Brasil. Abrem a Bíblia, leem, oram, intercedem, participam da Ceia dos certinhos, ofertam (e como ofertam!), falam de missões, levantam as mãos para os céus, falam em outras línguas, a mensagem dura quase uma hora, usam o nome de Jesus em tudo; dão glórias a Deus, dizem aleluia a tudo, reúnem o conselho, tratam das coisas do ?reino de Deus?, lavram atas, reúnem as mulheres, as crianças, os adolescentes e os homens, fazem conferências missionárias (muitas delas aconteceram em dezembro e janeiro), tem programa de televisão, os pastores são os ?homens de Deus?... tudo para Jesus...

Sim, eles são evangélicos. Evangélicos como os evangélicos do Brasil. A única diferença é que aí não matam crianças...

Recentemente estive conversando com um pastor evangélico no Brasil; ele me perguntou o que faríamos no movimento Caminho da Graça quando nos tornássemos uma igreja como as outras, uma instituição institucionalizada.

Eu respondi que nosso compromisso é com nossa geração e que não respondemos pelas futuras e nem nos preocupamos com isso, mas que oramos e trabalhamos hoje pedindo ao Senhor que nos mantenha leves e simples, sempre olhando para Jesus somente e que as futuras gerações sigam este exemplo.

E fiz a ele uma pergunta: você está me perguntando sobre uma possibilidade futura; e, você, o que fará quanto ao que não é possibilidade, mas realidade presente, a corrupção do meio evangélico? Vai continuar sendo evangélico diante de tanto desvio? Por que não faz agora, o que você fará em breve, que é romper com a religião evangélica e passar a pregar somente o Evangelho sem os acréscimos moral-doutrinário-teológicos da sua denominação?

No caminho pelas casas, encontrei gente boa de Deus; gente que ama a Jesus e o serve de coração, gente que frequenta estas igrejas e desejam ver esta tragédia acabar; encontrei também uma jovem com cerca de 20 anos e um senhor com cerca de 80, ambos afirmando que por ordem de Deus os bruxos devem morrer, sejam crianças ou não.

À jovem, pude expor com tranquilidade o Evangelho da Graça e deixá-la pensativa e receptiva a uma mensagem que ela ainda não tinha ouvido. Nos ofereceu água, coisa tão rara por aqui. O octogenário riu de mim quando lhe falei da Graça. Deve ter pensado que somente poderia ser idéia de um rapaz inexperiente.

Crianças sem ter o que fazer, perdidas, olhando para o nada. Muitas delas sem roupas e sujas, Mães que parecem não vislumbrar um futuro melhor, enquanto lavam as roupas no balde de água ou na bacia; conversei com elas ali mesmo. Enquanto lavavam a roupa, ouviam falar daquele que purifica de todo pecado e liberta de todo mal.

A um grupo de crianças, pedi que cantassem cânticos quando lhes falava sobre o perfeito louvor que sai do peito dos pequeninos abençoados por Jesus e que agora estavam sendo amaldiçoados pelos pastores. As vozes saíram lindas e afinadas. A mãe ficou maravilhada; o pai orgulhoso. A mensagem estava entregue: jamais aceitem que acusem seus filhos de serem bruxos, pois eles são amados por Jesus e a eles pertencem o Reino de Deus.

Entramos em casas, sentamos no chão do quintal, abraçamos pais e filhos de uma gente que está sendo amada por nós e que vamos deixar para trás na esperança de que outros irmãos ?do bem?, gente da terra, não homens-brancos, continuem este ministério; iremos esperançosos de que os pastores que não aceitam esta prática, vão de fato sair do casulo-templo e expor o peito publicamente para pregar contra a estigmatização das crianças, sem ter medo de expor outros ?colegas?. É hora de guerra e não há como fazer aliança com o inimigo. Quem é de Jesus, deve expor-se ao perigo, nem que seja apenas o simples perigo de ser rejeitado pelo grupo.

Não existe espaço para o covarde pastor anglicano que diz não concordar com a estigmatização das crianças como bruxas, mas na frente dos líderes da denominação não tem coragem de admitir. Às favas...

Leiam tudo e retenham o que é bom...

Adailton
Eket - NIG

Nigéria VIII


A DOR DE VER!



Na terceira fase da Missão PEQUENINOS NA NIGÉRIA, pareceu bem ao Espírito e a nós, descer dos púlpitos, abandonar as conferências dentre os que detêm a primazia no meio do povo, e migrar para o “front”, entrar nas trincheiras para a guerra “mano a mano”, olhos nos olhos! Cara a cara com a realidade!



Ah! E que dura realidade! Violenta! Passados dois dias inteiros de batalha campal e aberta, minha alma amanheceu com um grito entranhado, nunca libertado, da dor de ver.



Ah! Se eu pudesse colocar você dentro das minhas pálpebras! Depois que a gente vê as coisas que tem visto não dá mais para fingir que não viu.



Não me refiro à pobreza extrema. Os pobres, sempre os teremos conosco... Falo a respeito da mais estranha categoria de estigmatização infantil. Tenho por certo que uma bomba de insanidade varreu a humanidade que um dia possa ter existido aqui.



Agora... para qualquer lado que se olhe, está tudo lá... É difícil apagar. Ficou estampado, marcado, manchado. É um painel de horrores e o famoso clichê se aplica aqui: É cenário de guerra civil. Tem sangue, mosquito, estupro, abutres, mutilação, monturo, extorsão, maldição, feitiçaria, tumores, exploração, correntes, medo, terror cristão, desencanto e morte.



Nós nos tornamos máquina de evangelizar, que é para ver se, ao menos, a gente belisca essa coisa nojenta que domina o ar! Esse grupo parece uma equipe “caça-fantasmas”, em meio a mais fantasmas do que se podia imaginar! Parece que a gente nunca mais vai embora! Vejo cada um desses soldados: A gente não pára de pregar o tempo todo que é para dizer ao caos que somos Vento contrário! De súbito, vem uma Força para não desanimar! A gente se poupa do óbvio e se dirige ao absurdo!



Pensar, por exemplo...

Pensar é o tipo de coisa que já paramos de fazer faz tempo! Aliás, parece que tudo “faz tempo...”.



É difícil explicar: Quando a gente pensa que isso é cultural, tribal, pagão e milenar; fica evidente que é religioso, cristão-folclórico, atual. Quando pensa que é religioso então, percebe o pano de fundo absolutamente cultural. Quando, finalmente, se conclui que é religioso-cultural, vê que tudo não passa de MÁFIA. É business! É grana! É o diabo... Mamom!



Porém, mais triste do que enxergar esse cenário de guerra infanticida é perceber que o monstro segue adiante sem dar conta que você existe para lutar contra ele. Para cada estandarte que a gente ergue, se levantam dez outros contrários na cidade!



O que existe na África Central existe em todo o mundo; especialmente, onde existe miséria humana e tráfico de drogas, por exemplo. Aqui, contudo, corre o tráfico de alma! Muitas almas! As almas estão acabando por mais gente que nasça... Está aberta a temporada de caça as alminhas que sobraram: as das crianças!



Já vi muita criança sem alma vagando esse lugar! Andam leeentas, feito velhinhos encurvados, sem expressão ou gesticulação. Olhar vago, perdido, entreaberto, confuso. Espectros calados, semi-vestidos, silenciados...



O mal nesse lugar é diferente da fome, da peste e dos terremotos: Aqui, a matança dos inocentes bruxificados é um negócio epidêmico, abrangente, crônico, tentacular, covarde, conveniente, coletivo, impregnado e palpável. É aqui! É aqui mesmo – a geografia do mal!



E “AQUI” se entenda todo e qualquer lado para onde se caminhe a partir desse mirante de discernimentos aonde viemos parar... Sinceramente, estamos no maior matadouro de utopias; isso aqui é a esquina da desesperança total; isso aqui é o “fim do caminho”; é pior que a morte do corpo, é sua ameaça diária, é a sua sombra espreitando os inocentes, comendo gente, sitiando a gente!



Do contrário, alguém pode me responder a questão cotidiana: As crianças que salvamos para onde vamos levar? E se no único orfanato não tem mais lugar? E se voltar para casa é mais perigoso do que qualquer noite sem luar? E o que fazer quando você tenta encontrar um lugar e ao voltar para buscar não tem mais criança lá? E quando tem mais do que você voltou para levar? Se escolho uma, o que eu faço com a outra que vai ficar?



Aqui tem uma fábrica de produção de crianças-bruxas! Os bebês que cuidem uns dos outros! Adulto é um perigo! Adultos são bichos medrosos! Sim! As crianças vivem tensas. A qualquer momento um bicho-gente-grande pode quebrar seus bracinhos, rasgar suas carnes, pingar sangue em seus olhinhos, forçar seus corpos, transformar cada criança num deles!



Chega.

Vou deixar você dormir.

E não vou contar em casa o que eu vi aqui.



Marcelo Quintela (Way to the Nation)

Aqui

Nigéria - VII

DIÁRIO 17 NO MEIO DA GUERRA, OS FILHOS DA PAZ – relato do primeiro dia após a Cruzada
Nos jornais do país, líamos: "Missionários Brasileiros pregam contra a estigmatização infantil".

***

E então, nos tornamos missionários!

Ora, vejam só... O treinamento para a África foi feito na África mesmo!

O Espírito já havia revelado – tanto aos que vieram quanto aos que nos enviaram em contribuição e oração: "Somente vão!"

Em verdade, nem nós sabíamos que era a primeira vez que uma equipe estrangeira formada por "white men" vinha, EM NOME DE JESUS, defender suas crianças dos constantes ataques que elas recebem EM NOME DE JESUS! Informaram-nos até que os poucos Missionários que vieram antes de nós, nunca chegaram tão perto, nunca se enfiaram no meio do povo, dentro das casas, vielas, favelas, igrejas, rodinhas de rua, debaixo do mesmo sol...

Para, além disso, só agora descobrimos que convocar uma Cruzada em terra estranha organizada por gente tão estranha quanto nós é algo que nunca dantes havia sido imaginado.

Ninguém vem para cá, essa é que é a verdade.

Ninguém fica aqui. Os colonizadores aqui deixaram somente a língua inglesa e a instituição cristã. Agora, eles mantêm presença distante via-exploração de recursos naturais, como é em toda África.

Vejam que até o presente momento, nenhum de nós viu ainda por aqui um único homem branco que seja, senão nós próprios. E olha que "white man" é termo genérico e diz respeito a todos e qualquer um que não sejam negros nativos.

Por isso, quando amanheceu o dia seguinte à Cruzada (Witchcraft Prevention Crusade), uma agenda de compromissos se auto-organizou. Tudo relacionado aos efeitos gerados pela Mensagem que trouxemos, associada a esse contexto acima descrito.

Pela manhã fomos à cidade de Uyo, distante em torno de duas horas de Eket, onde estamos instalados. Uyo tem tantas igrejas quanto aqui, senão mais ainda. Em Uyo, fica a sede da igreja "Solid Rock Church". Foi lá que fomos recebidos para uma "reunião ministerial" para nos homenagear. Pastores falaram. Nós falamos. A representante das mulheres e das mães nigerianas também expressou ao microfone gratidão por ter ouvido a mensagem do Reverendo Cesar (vulgo, Adailton) e pela primeira vez, ter refletido sobre a Graça de Deus da forma como foi levada a fazer. Um político presente assegurou-nos que o governo vai manter rigidez na consolidação das leis de proteção infantil e tudo o mais. Doaram-nos uma quantia em dinheiro para o almoço (Isso foi o que mais nos impressionou, já que até agora todo mundo só tinha nos pedido dinheiro e nunca nos oferecido!).

O telefone do Leonardo não parou todo o dia. Um evangelista infantil solitário quer se unir a nós. Seu trabalho é pregar de escola em escola. Um jornalista se diz impressionado com os pensamentos de Caio Fábio, após ouvir o DVD que temos em inglês e lamenta que seus livros não estejam traduzidos. A assistente social da ONG inglesa veio nos procurar dizendo que Deus ouviu suas orações, pois faltava gente que trabalhasse na causa dos problemas e não somente nos efeitos e conseqüências. Os motoristas – dois negros imensos – que nos conduziam para lá e para cá sem entender nada, agora, entretanto, sentem-se parte do time (o que para eles, por enquanto, significa não deixar ninguém chegar muito perto de nós e nem cobrar o dobro do valor das frutas nas feiras).

Todos querem nos acompanhar. A equipe parece maior. Somos uma comunidade...

Temos uma segunda etapa agora. Mais densa e abrangente. E para tal, já encontramos os filhos da Paz!

Vamos dobrando as esquinas...

Marcelo e Equipe, segunda-feira em Eket.

Motivos de Oração

  • Pelo pastor Alisson (Betesda) - Aneurisma
  • Daniel (primo do Jackson) - Câncer
  • Pela Suzana (prima do Hugo) - Nódulo Maligno
  • Pelo Haiti - Desatre Natural
  • Pelo Hugo (saúde)
  • Pela mãe de Davi - Barra - câncer
  • Pelos Pequeninos da Nigéria - Caminho

Rádio do site

Atendimento Pastoral

Os atendimentos na Estação estão funcionando. Se você precisar, saiba que pode contar com nossa discrição. Para agendar ou receber informações, escreva para: ivo@caiofabio.com ou faça contato pelo telefone 8878 5758.

Utilizamos também o SKYPE para atendimentos "on line" com voz (basta adicionar: ivo.fortaleza); e/ou Messenger (basta adicionar: caminhofortaleza@hotmail.com) identificando-se.

Ivo Fernandes

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