domingo, novembro 29, 2009

Afirmação de si e negação do outro

Galera querida,

Antes, nos considerávamos afirmados por causa da participação no coletivo. O coletivo era aquilo que nos afirmava e a nossa angústia consistia na possibilidade de não pertencer a ele. Vocês sabem, o grupo exigia muita (ou toda) renúncia individual, no entanto uma renúncia que em nada se parecia com a tal negação do si mesmo tão necessária para a afirmação do ser.

Eram mutilações que começavam pela supressão da liberdade. Enfim, era preciso deixar de ser em função do coletivo.

Assim a gente seguia pensando que era, enquanto ficava cada vez mais longe de ser! Vocês conheceram tudo mais de perto e por mais tempo do que eu. Eu sou apenas um menino falando isso aqui.

Acontece que saímos desse modelo onde ser era apenas fazer parte.

Se nos mostrou um outro Caminho...individual antes de tudo, onde ainda renuncio, mas agora para ser eu. E o coletivo surge depois, é consequência. Como era há dois mil anos, no início de tudo.

Bom, isso ai está mais claro para mim do que o sol do meio-dia aqui em Fortaleza.

No Caminho, quem nos afirma é Ele mesmo, Cristo. O que somos nEle, isso é o que somos!

A minha caminhada é uma eterna descoberta das implicações disso. Uma tomada de consciência constante das antigas tentativas de ser e uma libertação com relação a elas na medida em que são percebidas.

Tentativas de auto-afirmação fora da Graça! Inúteis, prejudiciais, justiças-próprias, esforços para ser. E como disse um sábio: "...para ser não é preciso esforço e sim coragem. Coragem para aceitar que é aceito."

Só comecei isso aqui para dizer que ainda vejo muito em nós um vestígio do velho esforço para ser, que é tentativa de auto-afirmação em detrimento do outro! A frase é grande, mas é isso mesmo: velho esforço para ser que é tentativa de auto-afirmação em detrimento do outro.

Estratégia do inferno pois se vale da vida do outro, atribui-lhe culpa e o esvazia de significado. E assim ele fica morto, condenado e vazio. E nós apologeticamente afirmados!

A afirmação de si, não passa pela negação do outro. Quando a situação impôs isso a Jesus, quando Ele para dizer que não era culpado precisaria condenar os que Lhe acusavam, então Ele baixou a cabeça e ficou mudo.

Só digo isso a vocês porque digo a mim mesmo.

bjo em todos

hugo
http://hugotheophilo.blogspot.com

quinta-feira, novembro 26, 2009

Para refletir


Desde que voltei de Brasília, no domingo de manhã, que estou refletindo sobre o que foi nosso encontro e o que deveria escrever. Não que escreveria algo que já não tenha sido dito ou escrito por alguns de vocês. Não, mas, gostaria de escrever algo que fosse bom, útil, encorajador.Dizer da alegria de estarmos juntos, alguns presencialmente, outros na virtualidade, já é lugar comum.


No entanto, reafirmo minha alegria em nos encontrarmos, sempre. Sempre é bom.De tudo, o que para mim ficou muito claro é, já passamos algumas fases neste movimento chamado CAMINHO DA GRAÇA. Cada um de nós listaria estas fases de acordo com sua própria historia no Caminho.


Considerando que, os mentores a quem me dirijo neste texto, são os mais sadios e restaurados... Que as iniciativas e estações do Caminho, mesmo que, pequenas no que se refere a números, já vivem um ambiente mais liberto do modelo religioso evangélico.Que já vencemos os embates pessoais com os religiosos e já definimos que esta não é nossa briga, embora, claro, dependendo de contexto de cada um, ainda enfrentam algumas situações incomodas.Que quanto mais saudáveis os mentores, mais saudáveis os que se reúnem com eles e, o melhor de tudo, mais rapidamente os que chegam são curados das suas mazelas pessoais, sejam quais forem.


Mesmo que alguns caminhantes continuem carecendo de cuidados, isto acontece com mais naturalidade na base da mutualidade.Posto isto, entendo que todos nós, embora saiba que muitos já o fazem, mas, isto para mim é o que tem ficado claro para se incluir entre nossas agendas de prioridades.


Refiro-me a fazer crescer entre nós um desejo. Que desejo?QUE O MAIOR NUMERO POSSÍVEL DE PESSOAS SAIBAMSaibam do que?...


Do Evangelho que é a boa noticia de Deus aos homens e mulheres deste tempo....


De Jesus de Nazaré que é o próprio Evangelho. A Palavra encarnada....


Que Deus em Cristo se reconciliou com toda humanidade e esta é a boa noticia do Eterno aos homens....


Que há um movimento na terra hoje chamado Caminho da Graça que se identifica com outros movimentos que apenas anunciam Jesus com simplicidade....


Que é possível ser simples e comprometido com a essência do Evangelho, pois, simples é o Evangelho....


Que homens e mulheres sem nenhuma acepção podem se reunir, se encontrar e festejarem a fé uns com os outros e assim servirem a Deus e aos homens....


Que estes encontros podem ser simples, leves, informais, bem humorados, ao mesmo tempo, responsáveis e comprometidos com os valores do Reino....


Que nestes encontros e em todos encontros como Caminho da Graça, todos os dons são exercitados e distribuídos segundo o que o Espírito Santo lhe aprouver....


Que oramos e nos repartimos uns com os outros de modo que se materialize os resultados do exercício da fé, isto é, curas, livramentos, solidariedade, compaixão, salvação, suprimentos de necessidades, e tudo o que tem a ver com um encontro entre seguidores de Jesus.


QUE O MAIOR NUMERO POSSÍVEL DE PESSOAS SAIBAM


Que chegou a hora de ser livre e fazer valer esta liberdade conquistada por Cristo na Cruz em nosso favor.


Que não estamos, e ninguém precisa estar, debaixo de qualquer outra autoridade que não seja a autoridade de Cristo sobre nossas vidas.Para que seja assim, podemos usar todos os recursos disponíveis. Todos mesmo.Podemos contribuir para que, o que já está sendo feito, chegue ao MAIOR NUMERO POSSÍVEL DE PESSOAS.Podemos fazer isto juntos e isolados, mas, podemos fazer e penso que devemos fazer.Não que estejamos deflagrando algum tipo de plano expansionista, não, mas, estou convicto e isto faço, QUERO QUE O MAIOR NUMERO POSSÍVEL DE PESSOAS SAIBAM que há um Caminho que se identifica com O CAMINHO que tem um Nome Jesus o Cristo.


No que depender de mim, tudo farei para que MUITOS SAIBAM que o Evangelho é a ação de graça da parte do Eterno para com toda a humanidade e, TODOS PODEM BEBER DESTA FONTE INESGOTÁVEL.


Com gratidão por ter sido convidado para esta hora e por estar ao lado de tantos que conheci dos quais eu não abro mão.


Beijos reverentes.


Carlos Bregantim

quarta-feira, novembro 11, 2009

Tapioca com Graça

Amigos, neste sábado, gostaria de convidá-los para um café e um bate-papo sobre a Graça.

Local: Centro das tapioqueiras – Av. Washington Soares, 10215, Messejana

Horário: A partir das 17hs.

Contatos: 8878 5758

sexta-feira, novembro 06, 2009

MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA

Mensagem ministrada pelo Pr. Caio sobre este momento histórico.

[...]

Eu não creio em reformas!

Reformas dão formas às formas que existem – são novas formas. E essa forma de cristianismo que está aí foi uma invenção do imperador Constantino há 1700 anos. Não tem nada a ver com Jesus nem com o Novo Testamento, é uma construção humana.

Reformar isso aí? Para quê? Para que reformar aquilo que Jesus nem reconheceu como tendo relação com ele?

[...]

A questão é mais séria. É saber se aquele a quem nós mencionamos como Jesus – esse nome que evangélico usa assim de maneira babante o dia inteiro, sem significado –, se esse Jesus dos evangélicos tem alguma coisa a ver com o Jesus dos Evangelhos.

E a gente verifica que não! Que são entes diametralmente opostos! O Jesus da igreja não é nem primo do Jesus dos Evangelhos! É inimigo do Jesus dos Evangelhos de tão diferente dele que ele é.

A terminologia igreja define um cassino hoje em dia. E não o ajuntamento da piedade, do amor, da misericórdia, do carinho, da graça, da bondade.

O termo evangélico entre nós contradiz o que o sentido do termo evangélico define. Evangélico. No Novo Testamento, é uma expressão usada por Paulo escrevendo uma carta aos Filipenses, onde ele manda que lutemos juntos pela fé evangélica. No Novo Testamento, evangélico é aquilo que carrega a qualidade do Evangelho.

Portanto, hoje, a nossa volta, quando vemos esse termo sendo usado de uma maneira abusiva... tudo é evangélico, todos são evangélicos! Agora só tem evangélico! E você fica vendo quem são os evangélicos. Eles são tudo, menos evangélicos! Porque não carregam nenhuma gota, nenhum sereno do conteúdo do Evangelho em suas mentes, almas, decisões, sentimentos e compreensões.

Portanto, é outro estelionato, nem o termo dá para usar.

De fato, nós estamos vivendo dias dificílimos na história humana, muito mais difíceis do que aqueles que caracterizaram e marcaram os tempos da Reforma Protestante no século XVI.

O que se tinha então, à época, se repete hoje aqui com potencializações, com variedades temáticas e com implicações e desdobramentos que estão para além da nossa capacidade de compreender e de aceitar até algum tempo atrás. Mas hoje, essas coisas se transformaram em realidades insofismáveis a nossa volta, a tal ponto, que até o termo “igreja” já padece de definições, já não se pode mais falar em igreja assumindo que as pessoas saibam o que signifique.

Igreja é esse bazar de ofertas perversas e idolátricas que se constitui a nossa volta com todos os matizes. Até os grupos históricos já entraram nas ondas das doenças barganhantes neopentecostais. O que a gente tem à volta não é algo que possa ser enfrentado com uma reforma.

Re-formar o quê? Dá uma outra forma a essa coisa que está aí? Pode se dar a reforma que se quiser, não adiantará nada. Nós estamos diante da necessidade de Regeneração, de conversão, de esquecer que nós talvez tenhamos sido cristãos e voltarmos ao momento gênesis da nossa consciência e assumirmos uma reconversão profunda da consciência do Evangelho. Do contrário, pode se emoldurar como se quiser o que nós hoje chamemos igreja, porque ela terá apenas uma outra configuração, mas esses conteúdos que aí estão a tornam irredimível do jeito que ela está.

Por isso, não se pede de nós nem 95 teses, nem 50, nem 15, nem 26, nem 12, nem 13, é uma só.

A tese é o Evangelho, o resto é comentário.

O QUE É O EVANGELHO? O Evangelho é a certeza de que Deus estava em Cristo e reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões e essa é uma decisão unilateral de Deus.

O QUE É O EVANGELHO? Se não o fato de que se nós o amamos, quem quer que de nós o ame, é porque Ele nos amou primeiro.

O QUE É O EVANGELHO? Se não a certeza de que não há barganhas a fazer com Deus e que está tudo consumado e pago! Que o grito definitivo “Tetelestai”, está pago, de Jesus na cruz cancelou todas as coisas, todas as culpas.

O QUE É O EVANGELHO? Se não a certeza de que o escrito de dívidas da lei de Moisés, lei moral, cerimonial, de qualquer outra natureza, foi cancelado inteiramente, encravado na Cruz. E com esse ato de Jesus, ele esvaziava os principados e as potestades de seu poder, triunfando sobre eles na Cruz.

O QUE É O EVANGELHO? Se não o fato real de todo aquele que crê em Jesus, por meio de Jesus alcança graça em plenitude absoluta, total! Graça que me justifica e que me salva, graça que me santifica, graça que me unge, graça que não só me torna aceitável diante de Deus sem barganhas a fazer, mas graça também que me capacita, me fortalece, me condiciona na justiça, me educando na verdade para que eu ande conforme o Evangelho.

O QUE É O EVANGELHO? Se não a maravilhosa notícia de que está tudo feito, porque se Deus não tivesse feito em meu lugar, não haveria nada que eu pudesse fazer que realizasse qualquer coisa em meu favor.

Ora, o Evangelho simplificadamente é isto!

E a convergência total e absoluta dele é para Jesus. A convergência do Evangelho não é nem para a Bíblia, não é nem para a Escritura, a convergência do Evangelho não é nem para a fé, a convergência do Evangelho é para Jesus. Porque fé sem Jesus não produz absolutamente nada, é fé na fé. Porque as Escrituras ou a Bíblia, sem Jesus é a mãe de todas as heresias, e a história do cristianismo é a prova disso. Porque as Escrituras lidas sem Jesus são um balaio de gato inconciliável, são a receita para a gadarenização psicológica da mente, é querer que as Escrituras se somem a Jesus, e que o pacote seja então a nossa fé. Não é!

A partir de Jesus ficamos sabendo de Jesus pelos Evangelhos, e pelos Evangelhos ficamos sabendo que Jesus é o cumprimento das profecias e aí, pelos Evangelhos e pelo cumprimento das profecias, ficamos também sabendo que o próprio Jesus expôs aos seus discípulos o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. E vem Paulo e o escritor dos Hebreus nos dizem que quem tem Jesus tem toda a revelação de Deus, que Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, Ele é o Verbo, Ele é a Palavra. Ele é a totalidade de todas as coisas, Nele, Jesus, estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.

Por isso, até as Escrituras estão relativizadas. O escritor de Hebreus nos diz que a quantidade imensa de textos das Antigas Escrituras eram sombras, tipos, arquétipos, simbolizações que caíram em caducidade ou em obsolescência diante da realização da encarnação da plenitude do Verbo de todas as coisas, da Palavra eterna que é Jesus.

Então, nem a Escritura me serve mais para ser o ponto de referência. Meu único ponto de referencia é Jesus. A partir de Jesus eu releio a Bíblia inteira, o que couber e ficar conforme o espírito de Jesus e do Evangelho permanece, o que se antagonizar ou se tornar infantil diante da realização e do cumprimento pleno de tudo já em Jesus é descartado.

Jesus é o centro.

A Reforma dizia: “Só as Escrituras, só Cristo, só a Graça, só a Fé”. É muito pilar! O pilar é um só. A pedra de esquina é uma só. É de Jesus que toda a Graça procede. Não precisa afirmar a graça ao lado de Cristo, sem Cristo não há graça. Graça é o favor imerecido, é o Cordeiro que foi imolado antes da fundação do mundo que é o precipitador e o mantenedor de toda a graça. De modo que não posso falar Cristo e graça. Sem Cristo não há graça, não posso dizer só Cristo mais a fé, sem Cristo não há fé. Não posso dizer só Cristo mais as Escrituras, a Escritura concorrendo com Jesus esquizofreniza a mente.

É só Jesus! A Escritura tem que ser lida a partir do Verbo encarnado.

Quando essa conclusão entra no nosso coração, há uma revelação que simplifica o olhar na vida e também radicaliza até as essências das nossas decisões. Aí não há mais barganhas a fazer, aí não dá mais para você ficar com conluios com o cristianismo.

O cristianismo, praticamente, nos ofereceu 1700 anos de bruxaria desde o imperador Constantino e não parou com a Reforma Protestante. A gente não pode ficar nem com o lado protestante do cristianismo, que nada mais é do que uma versão grega, polida, de um catolicismo que fez literalmente dieta, dieta de santos de gesso, de barro, disso e daquilo, mas que por seu turno dogmatizou sua própria eclesiologia e trouxe para dentro pacotes e mais pacotes, doutrinas humanas que aguaram o Evangelho e criaram absolutos que relativizam a Verdade insofismável da Palavra.

Por isso, o próprio protestantismo está sob juízo. E este movimento que a gente chama de evangélico, que é essa coisa, essa Hidra, essa besta de muitas cabeças, tem tudo! Menos o Evangelho. É uma logorréia do nome de Jesus, que baba como gorococo o nome de Jesus, mas não é o Evangelho.

O que se anuncia é o anti-evangelho! O que se anuncia hoje dentro das igrejas é pura macumba. O Deus que está instaurado é Mamon.

O altar é aquele no qual a gente só se ajoelha com expectativa de receber alguma coisa diante de Deus se puser grana, se participar das campanhas, todas elas baseadas na obsolescência do Velho Testamento. Aí tem que ser baseado em Gideão, em Sansão, em Jefté, nos juízes, na pancadaria, na maldição, porque no espírito do Novo Testamento eles sabem que não dá para sobreviver com isso que eles chamam de igreja.

É por isso meus amigos que na parte que me diz respeito, com companhia ou sem companhia, essa é a minha trajetória que não está começando agora. Desde 94 que eu orava e pedia a Deus que me livrasse do meio evangélico, que para mim já me tornara insuportável, não “convivível”. Daí eu ter reduzido as minhas amizades a tão pouca gente... No mais não dava. Se não dava em 94 para mim, quando eu era presidente da Associação Evangélica Brasileira, quando eu ainda mantia os ecos de uma esperança que falia dentro de mim, quanto mais hoje.

Estou definitivamente rompido com isso, para poder estar definitivamente casado com o Evangelho. Não há barganhas a fazer com a igreja evangélica, nem com o movimento neopentecostal, não há barganhas a fazer com o puritanismo presbiteriano que também nega a graça e se apresenta com carteira de identidade de boa conduta e de purismo de interior hipócrita. Não há barganhas a fazer com o cristianismo, com a sua hiper valorização ideológica política, com seu culto aos bens, ao poder, ao status.

Não há barganhas a fazer com aqueles que ficam em cima do muro, anunciando de modo politicamente correto o Evangelho destes púlpitos de oráculos magificados pela superstição e pela paganidade da nossa religião de infantes perdidos, não dá! Para mim não dá mais!

Quem quiser e achar, e julgar, e crer que esse caminho é um caminho puro e simples do Evangelho, eu sou irmão de todo aquele que andar nessa vereda.

Agora, não me associo, não participo, não admito conluios, não creio que seja Evangelho o que se diz com o nome de Evangelho. Não creio que se esteja pregando a Jesus quando se fala o nome de Jesus, não me deixo confundir por nenhuma destas coisas, porque se o conteúdo não for exclusivamente do Evangelho, podem banhar o Cristo de purpurina, a esse Cristo eu direi: Arreda-te em nome de Jesus!

Autorização me é dada por Jesus, me é reforçada pelos apóstolos e, especificamente, recomendada por Paulo, que diz que se vier qualquer outro evangelho vestido de qualquer coisa, mesmo que chegue impregnado de terminologia por nós conhecida, mas se negar o fundamento e a essência da graça de Deus, de que está tudo feito, realizado, pago, consumado por Jesus, não é Evangelho.

E Paulo disse que mesmo se viesse um anjo de luz anunciando isso ou aquilo, mesmo que os anunciadores se travestissem de ministros de justiça ─ ele vai mais além ─ mesmo que eu ─ o próprio Paulo ─ chegue aqui pregando outro evangelho que não seja esse, me repreendam! Chamem-me de Anátema! Pois é sob a recomendação de Paulo que eu estou dizendo em nome de Jesus, que o que se instituiu a nossa volta é anátema! É abominação!

E quem quiser continuar andando em conluio com isso saiba: está caminhando de mãos dadas com a pior feitiçaria já inventada na terra, que é essa praticada blasfemamente em nome de Jesus. Essa que provoca esse grande estelionato do Evangelho. É essa que tornou o termo igreja algo que define um agrupamento de assaltados pelos assaltantes mais sofisticados, venais e calhordas que já surgiu na história humana.

Quem quiser continuar com esse conluio, achando que basta cultuar a Bíblia, carregar o livro, dizer que você é um homem da Palavra porque carrega esse livrão, que nada mais é do que um best seller que endinheira organizações que vivem é da venda do produto sem preocupação com a absorção do conteúdo, se você quiser continuar andando neste caminho, ande, se enterre com a Bíblia! E vá para o inferno com a Bíblia sem Jesus no coração!

Está me achando radical? Meu irmão, o adágio popular diz que uma andorinha só não faz verão, mas quando o verão chega, até as andorinhas acovardadas têm que voar porque fica quente demais.

A minha esperança, que vim até aqui fazendo um voo meio solitário com alguns amigos e irmãos queridos, é que o calor do verão se torne insuportável, aí quem sabe as andorinhas acovardadas batam asas e descubram que ou a gente se une para virar esta estação ou o verão eterno vai nos queimar até que se torne completamente insuportável.

Mas é você que define se o seu caminho é o do clube ou se é o do caminho do Caminho.

Se a jornada é daqueles que se tornam seguidores contemplativos de Jesus ou se você se tornará um discípulo engajado. Se você é daqueles que vão preferir lamber e beijar afetivamente o engano da religião ou se você vai cuspir essa maldade e vai comer o Pão da Vida, e vai apenas se alimentar daquilo que seja puro e simplesmente Jesus. Porque o que não seja Jesus provoca digestão eterna no coração.

É só isso que eu tenho a dizer!

O mais é decisão de quem quer que seja grande e não esteja mais disposto a ficar brincando no presépio do cristianismo, se enganando enquanto diz que sonha todo dia com uma grande mudança, uma reforma na igreja.

Reforma de igreja só acontece com templo, em pedra. Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha, disse Jesus. O vinho novo a gente não põe em odre velho, momentos novos, catarses definitivas demandam conteúdos e formas que se adéquem ao tempo, à hora e ao momento.

De modo que não vai dar nem para aproveitar alguma coisa. A nossa viagem vai ter que ser muito mais radical, se alguém quiser fazê-la, a gente tem que voltar para a simplicidade do Caminho, para as jornadas do Evangelho, para as práticas sem interpretações teológicas, para a simplicidade que prescinde dos hermeneutas e dos exegetas, porque o Verbo se fez carne e, agora encarnado, o Verbo se explica.
Jesus é o hermeneuta, Jesus é o exegeta, aquilo que eu não entendo daquilo que ele diz, eu compreendo pelo seu modo de agir. Porque ele não era esquizofrênico, tudo o que Ele diz Ele encarnou. Eu não preciso procurar o melhor professor de grego ou hebraico para poder entender o espírito do Evangelho. Vendo os movimentos de Jesus tocando a vida humana, o Evangelho se autoilumina para quem quer, para quem queira. Sempre foi assim!

Não se pode permitir que isso se torne diferente, nem para os presunçosos que acham que o Evangelho cabe na academia dos seus pensamentos iluminados por luz negra e nem mesmo noutro polo desta mesma situação que é a arrogância carismática neopentecostal imacumbada, bruxificada e perversa que transforma a fé em Jesus neste cristianismo de feiticeiros.

Já falei mais do que devia! As conclusões são suas! Que Deus nos abençoe!

Caio Fábio

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Transcrição: Tião Camilo
Revisão: Dora Ramos
Adaptação: Francisco Pacheco

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O Caminho é uma pessoa e seu nome é Jesus!

quarta-feira, novembro 04, 2009

Reunião Sábado 07//Nov 16h

Galera,

Nossa reunião desse sábado (07/nov) será na Cidade dos Funcionários às 16h.
No fim do email estão os contatos, endereço e link com mapa. (cliquem no link do mapa que está bem explicado).
Mais fácil que isso só mandando buscar e deixar né? rsrs

Quero lembrar a vocês que o Caminho é Jesus, e que Ele não é jogo do bicho, mas é Para-Todos...mesmo!
Só porque aqui e ali ainda perguntam se podem aparecer nas reuniões. Ou então dizem que aparecerão se forem convidados.
Não esperem por esse tipo de convite. Existe um convite, mas ele não é de ordem humana..rsrs
Até porque esse convite humano (Vem e Vê) não chama ninguém.
Eu, por exemplo, não fui convidado...fui trazido...rsrs.

Pronto: "Sejam trazidos". É o convite!

bjo,

hugo
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Contatos: Ivo: 3241 0795 ou 8878 5758 - Hugo: 3473-1326
Endereço: Rua Cezídio Albuquerque, 50 - Cidade dos Funcionários. Próximo à BR-116. Para ver o mapa clique
aqui.
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segunda-feira, novembro 02, 2009

Catedral do Caminho

 

 Catedral do Caminho


Artigo 17 da Doce Revolução: Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um coqueiral. (Caio Fábio)

Para ler a Doce Revolução clique aqui

hugo