segunda-feira, outubro 06, 2008

Descobrindo Jesus



Desde o momento que passei a caminhar pela fé vi a necessidade de desconstruir muita coisa, visto que meu castelo de idéias tinha seus fundamentos na religião cristã e não necessariamente em Jesus e em sua mensagem. Desde então passei a buscar conhecer Jesus, e essa minha viagem particular já fez mais bem a minha alma do que a soma de todos os anos anteriores a ela.

Queria de verdade conhecer Jesus e sua mensagem e não uma imagem dele feita a partir da mentalidade da igreja ocidental. Sei que Jesus e sua mensagem são maiores do que minha capacidade de entendê-los por inteiro. Mas eu posso caber inteiramente dentro de sua mensagem.

Muitas pessoas me criticam e me acusam de estar trazendo outra mensagem, visto que dizem já saber tudo sobre Jesus e não há nada para se acrescentar. Mas a verdade é que o Jesus ensinado em muitos lugares, reduzido a conceitos ou fórmulas não tem nada a ver com o Homem de Nazaré.

Se não estivéssemos cegos pela doutrina veríamos que o Jesus domesticado da igreja não tem nada a ver com o Jesus relatado nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Sentiríamos a diferença da mensagem dos pregadores televisivos da mensagem poderosa de Jesus de Nazaré.

Depois do início da minha viagem não posso mais aceitar esse modelo a mim ofertado de Jesus “evangelicalizado” “cristianizado”. Estou cada vez mais disposto a seguir o projeto fascinante de ser discípulo de Jesus de Nazaré, e convicto de que sua mensagem for redescoberta e crida a possibilidade do reino deixa de ser possibilidade e passa a ser realidade.

Ivo Fernandes
06 de outubro de 2008

quinta-feira, outubro 02, 2008

POR QUE JESUS MANDOU PREGAR?


Por que Jesus mandou pregar o Evangelho?

 

Primeiro devo começar com o que não é objetivo do anuncio do Evangelho, mas que entre a multidão dos discípulos equivocados, é aclamado como sendo parte do objetivo do Evangelho.

 

Não é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado a fim de fazer as pessoas mudarem de religião.

 

Nem tampouco para que as pessoas passem a freqüentar um templo, nem para cantarem hinos para Jesus entre chineses ou hindus, esquimós ou índios nus, como dizia o “corinho” da Escola Dominical.

 

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que o Cristianismo se expanda na Terra. Deus não é cristão, contrariamente ao que alguns dizem: “O Deus cristão é...” assim ou assado...

 

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para despovoar o inferno e povoar o céu, como se tudo dependesse da iniciativa do “cristianismo” para a salvação humana.

 

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que os crentes sejam “glorificados” na Terra.

 

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para batizar pessoas usando muita ou pouca água.

 

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que se discuta com os novos convertidos o resto da vida acerca de quem joio e quem é trigo.

 

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para criarmos impérios de comunicação cristãos.

 

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para qualquer coisa que não seja a encarnação do bem do Evangelho no coração das pessoas.

 

O Evangelho é a noticia de Deus aos homens, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo todo.

 

Jesus não ergueu nada fora do coração humano, correndo todos os riscos de tal “confiança” na natureza humana, pois, de fato, fora do coração não cabe nada que seja essencialmente reino de Deus.

 

Qualquer bem do Evangelho será sempre vida. E vida como o ensino e conforme a prática de Jesus, no espírito de tudo o que Ele viveu e, assim, ensinou.

 

O Evangelho, portanto, antes de tudo é Reconciliação.

 

Sim! É Reconciliação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo, mesmo que o próximo seja inimigo, pois, assim como Deus se reconciliou conosco sendo nós inimigos de Deus no entendimento e nas praticas de obras perversas e alienadas, ainda assim Ele nos amou e nos ama, e, unilateralmente se reconciliou conosco.

 

É Reconciliação com Deus porque Deus a fez e feita está. Assim, não há o que discutir, mas apenas dizer “quero” ou “não quero”.

 

É Reconciliação do homem consigo mesmo porque Deus o perdoou. Portanto, perdoado está todo homem que creia que está perdoado; e assim viva como quem crê que está perdoado, perdoando outros, como Deus em Cristo o perdoou.

 

É Reconciliação do homem com seu próximo, pois, quem foi perdoado de tudo, perdoa tudo e segue em amor.

 

Portanto, é apenas Reconciliação que o Evangelho carrega como objetivo.

 

Por causa disso, o Evangelho é também Reconciliação do homem com o todo da criação de Deus, pois, se o que existe é de Deus, e nós dizemos que Dele somos, o natural é amar a tudo o que Ele criou, e proteger cada coisa para ter sua própria existência.

 

Se a pregação gera isto como vida, então é o Evangelho que se está pregando. Mas se não gera, ou é porque quem ouve não quer ou não entende; ou, então, é porque não é o Evangelho que está sendo pregado.  

 

O Evangelho ensina tudo, menos uma religião. Aliás, desde que João disse que na Nova Jerusalém não há santuário que ficamos sabendo que o Evangelho é ateu de religião.

 

É simples assim.

 

O Evangelho é o bem das ovelhas de Jesus em todos os outros apriscos.

 

Ora, o Evangelho pode ser o bem de Jesus até para cristãos, quanto mais para todos os homens.

 

É ou não é?

 

 

Caio

 

01 de outubro de 08

Lago Norte

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DF