sexta-feira, junho 20, 2008

PRINCÍPIO DE UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO

Quando falamos de Estação do Caminho da Graça muitos procuram significados funcionais não entendendo que tudo no Caminho começa do essencial. Sem a clara compreensão da essência todo aspecto prático ou funcional já nasce corrompido. Desta forma é nosso desejo falar do que é essencial, o que o princípio de uma Estação do Caminho.
Nós não temos metodologia ou fórmulas padrões e nem critérios de iniciação, nada disso. Toda forma servirá se fiéis ao Evangelho puro se simples estivermos. O que queremos é gente com a mente cativa ao Evangelho, sem medos ou ligações com o passado da religião sufocante, e que queira crescer em amor e no conhecimento experimental da Graça de Cristo. E que se sinta convocada a viver “fora do portão” – que é onde se tem que ir a fim de se “encontrar a Jesus” e os verdadeiros irmãos.
Nós não estamos preocupados com o fazer-fazer, mas sim com o SER. Entendemos que essa é nossa vocação mais essencial. E por isso, não queremos que ninguém se sinta na obrigação de fazer algo. Não há em nós, o interesse, como alguns pensam que há, de “abrir franquias” ou “filiais” do Caminho. Não! Não há mesmo! Entendemos que a coisa toda é natural e espontânea. E deve ser assim... Vai ser quando tiver que ser! Não dá pra forçar nada... Além disso, temos a convicção de que nada pode ser edificado do lado de fora que não seja fruto daquilo que nasceu como consciência dentro e tenha sido experimentado como verdade e vida. Assim é o Caminho!
Portanto, que se compreenda desde já, o Caminho da Graça é a jornada daqueles que carregam dentro de si o Caminho, a Verdade e a Vida. É no coração que a viagem verdadeira acontece! E para a saúde de todo aquele que crê e anda, saiba-se que não há como pisar e ser no chão de alguma “missão” sem que antes o Evangelho tenha entrado na vida e libertado a consciência para a conversão à Graça de Deus. Não há como multiplicar Graça e Vida se tal realidade não se instalar no indivíduo para além da informação. O Evangelho tem que entrar na vida... e produzir alguma coisa!
Nossa vocação mais essencial é “para ser” – sendo-indo-sendo! E nesse processo constante e dinâmico, em que a identidade e a missão se existencializam e se integram à vida, é que cada um se percebe um multiplicador da Palavra da Vida que o habita. Tal processo acontece como decorrência natural dos efeitos da Palavra Viva em nós, e, indo, passamos a “ser testemunhas” do Amor e da Graça de Deus! Portanto, reafirmamos que o que recebemos do Senhor, “antes de ser um chamado para fazer, é uma convocação para ser”!Bom, para fazer o Caminho conosco há todo um caminho a ser feito. E agora sim entrarei em questões mais conceituais, pois tentarei explicitar alguns detalhes do funcionamento de uma Estação.
O que é uma ESTAÇÃO? Uma Estação é um Caminho da Graça no sentido espiritual que carrega – ou seja, é sua mensagem. Não é uma franquia, nem uma denominação, nem uma filial. É o espaço comunitário onde se desenvolve todo o conceito “do Caminho” segundo se pode ler no site (www.caiofabio.com). E todas as Estações estão ligadas pelo mesmo espírito, e com a unidade de pensamento conforme o Evangelho que a muito temos ouvido da boca e nas palavras do pastor Caio - mentor do processo todo.
Ora, é importante entender que não somos um “lugar” enquanto manifestação física e geográfica do mero ajuntamento de pessoas, e nem, como representação legítima de onde Deus está. Mas, somos um lugar enquanto a simples manifestação existencial do ajuntamento de “gente-boa-de-Deus” que se reúne em torno de Jesus, e que entendeu que o Caminho da Graça é o caminho que todos fazem em Cristo no meio da existência. Portanto, esse ajuntamento é apenas uma ESTAÇÃO na jornada do viver. E é neste sentido, que o Caminho da Graça, enquanto uma realidade histórica, é uma IGREJA, pois aloja como ilustração e significado, a realidade da EKKLESIA no contexto neo-testamentário, que é a Assembléia dos Chamados PARA FORA!
O desafio para os que são de fato de Jesus, não é “montar igrejas” e sim “fazer discípulos” e isso, de todas as maneiras. Por isso, é hora de pregar a Palavra da Graça do Evangelho de Jesus. É hora de sermos de Jesus mesmo. É hora de mostrar que estamos levando o Evangelho a sério! Não há mais tempo. É hora de atacar. De agir. De convidar...! Somos chamados, Nele, para vivermos o Evangelho da Graça nesta geração!
Tendo, de fato e verdade, entendido o que digo... acredito que depois que o grupo base estiver bem afinado e com bastante consciência do significado do Caminho conforme o Evangelho, então, será hora de convidar outros amigos... De nenhuma forma construímos uma ESTAÇÃO. Não. Elas acontecem. E assim tem sido em todos os lugares. Portanto, o Caminho nascerá de forma natural, espontânea... “Sei que se fizermos assim, em poucos meses, seremos vários, e, logo depois, muitos. Mas no Caminho o ‘muitos’ vem sempre depois do ‘muito’. Em inglês eu diria que o ‘many’ vem depois de ‘much’. Muitos é quantidade. Muito é qualidade. Assim, é preciso crescer em much a fim de poder, sadiamente, crescer em many” (Caio Fábio).
E diante dessa Doce Revolução, a nós cabe apenas testificar o espírito do Evangelho presente e aí prestar todo nosso serviço para facilitar o intercâmbio e o avanço da pregação e da semente do Reino entre todos, bem como verificar se tudo é conforme a pregação que nos incentivou, e que está disponível no site todo.
Tendo dito tudo isso... alguns ainda nos perguntam: “As reuniões do Caminho são para todos? Quem pode participar de uma Estação?”. Ora, se você chegou até aqui e ainda não entendeu isso... Tentarei deixar mais claro ainda. Veja: em suma, a ESTAÇÃO é o “local de facilitação da pregação do Evangelho, um foco de disseminação, um endereço, no qual ocorrem encontros REGULARES, encontros que propiciam a ambiência para a Ceia, a imposição de mãos, a oração intercessória, a contribuição financeira, o bate-papo sobre a revelação da Palavra nas Escrituras e a convivência franca”. É simples assim...! Essa é nossa identidade essencial: ser conforme o EVANGELHO!
Nós somos um movimento comunitário de fé, ação social e ensino cristão que existe para anunciar que “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo, e não considerando mais os pecados dos homens”. Portanto, numa Estação você encontrará o que Jesus encontrava pelo caminho – ou seja, GENTE! “Gente quase sem problemas. Gente com problemas. Gente com muitos problemas. Gente atolada em problemas. Gente-problema. Gente solucionadora de problemas apesar de serem perseguidos por problemas. Gente se casando. Gente que chegou descasada e se recasou. Gente que vivia traindo e parou de trair. Gente que ainda trai. Gente que se encara. Gente que mente e nunca se encara. Gente que muda. Gente que ouve, ouve, gosta, mas não muda. Gente madura. Gente infantil. Gente que entendeu. Gente que está entendendo... Gente que não entendeu nada ainda. Gente que vai lá e supostamente anda conosco por interesses de todas as ordens... Gente que logo vê que é vista em sua dissimulação. Gente que aceita a verdade. Gente que gosta de tudo até que a verdade as moleste. Enfim, gente é o que somos. Mas somos gente que prossegue desejosa de encontrar mais da Graça, a fim de aproveitá-la, mesmo que muitas vezes seja dolorido” (Caio Fábio).
Neste ponto, pode ser que você questione: “Quem irá conduzir essas pessoas? Existe o ofício de pastor?”. Diferente da igreja, no Caminho não há o ofício. No Caminho há a necessidade. No Caminho não há o CARGO, há o SERVIÇO que corresponde a uma necessidade que se concretiza. No Caminho só há irmãos... e seus dons. Quando falamos de mentoria, a entendemos como um serviço devotado a um grupo-sob-o-espírito-do-Caminho, prestado por aqueles que foram habilitados por Deus com dons de liderança em amor, planejamento e aptidão para ensinar, além da SERIEDADE COM A VIDA E DO CARÁTER PESSOAL prioritariamente evidentes nas descrições de Paulo.
É isso... Para todo aquele que deseja sinceramente caminhar junto, resta apenas “crer e andar”!!! Porém, com leveza e sem os excessos de pragmatismo técnico com tudo, e sem a ansiedade por formalizações.
É conforme o Evangelho que o “Caminho da Graça” está caminhando!
Vem e vê!
Caminho da Graça

segunda-feira, junho 09, 2008

A IMPOSIÇÃO DE MÃOS: uma rápida história e reflexão


Geralmente, quando se fica confinado ao espírito de submissão interpretativa em todas as coisas, corre-se o risco de se pensar que o mundo começa e termina onde estamos, freqüentamos ou pertencemos. Por exemplo, a “imposição de mãos”, acerca da qual os evangelhos sobejam em afirmações, aparece antes que neles, ainda no Velho Testamento, como expectativa relacionada à cura, apenas nas crenças de Naamã, o sírio, o qual esperava que sua cura incluísse um movimento de mãos sobre ele, como veremos adiante. Fora da alusão feita pelo pagão Naamã, ninguém mais menciona o assunto até Jesus aparecer. Portanto, mais uma vez tem-se que admitir que na Bíblia há muitas coisas que já faziam parte de crenças universais, mas que em Jesus ganharam o caráter de realidade instantânea e, portanto, empiricamente verificável de modo súbito. Identificar as origens da imposição de mãos é realizar longa viagem aos tempos imemoriais de indefinível distancia.


A imposição de mãos nasceu nas civilizações antigas, como um ritual das crenças primitivas. A agilidade das mãos sugeria a existência de poderes misteriosos, praticamente comprovados pelas ações cotidianas da fricção que acalmava a dor. As bênçãos paternas foram as primeiras manifestações típicas das imposições de mãos como transmissão do bem. No Antigo Testamento, em II Reis, encontramos a expectativa de Naamã: "...pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, ‘moveria’ a mão sobre o lugar da lepra, e restauraria o leproso". Era, portanto, um homem distante da cultura religiosa de Israel quem associava o mover das mãos, à cura; e somente ele no Antigo Testamento faz tal alusão. Entretanto, na Caldéia e na Índia, os magos e brâmanes, respectivamente, buscavam curar pela aplicação do olhar, estimulando a letargia e o sono. No Egito, no templo da deusa Isis, as multidões ali acorriam, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos. Dos egípcios, os gregos buscaram aprender as artes de curar. O historiador Heródoto destaca, em suas obras, os santuários que existiam nessa época para a realização das fricções com as mãos. Em Roma, se cria que a saúde poderia ser recuperada através de imposição de mãos. Hipócrates também falava de uma medicina que relacionava cura à imposição de mãos e aos sonhos. Depreendemos, a partir desses breves registros, que a crença na cura pela imposição de mãos era algo normal desde tempos antigos e que não se limitava à sua prática conforme se lê na Bíblia, especialmente no Novo Testamento.


Então, que diferença há na imposição de mãos praticada nos relatos dos evangelhos e do Novo Testamento, e os relatos de curas realizadas pela mesma prática? O episodio de Marcos seis, no qual aparece a história da admiração de Jesus com a incredulidade dos Seus conterrâneos em relação a Ele; incredulidade essa que fez com que ali em Nazaré Ele não pudesse fazer muitos sinais, exceto realizar alguns milagres pela imposição das mãos, bem ilustra duas realidade: o toque CARREGAVA a cura no caso das sensibilidades humanas estarem diminuida; a realidade da cura divina aumenta quando a alma se mostra aberta. Ou seja: a imposição de mãos, neste caso, aparece como uma espécie de brutalidade e total não-sutileza na pratica da cura, posto que, sem o recurso sensorial do toque das mãos, praticamente nenhum deles se despertaria para a possibilidade de receber o beneficio da restituição da saúde. No caso de Jesus, que curava a distancia, ou meramente com a palavra, embora pudesse também aplicar saliva nos olhos ou na língua dos doentes, ou mesmo fazer aquela ‘massa’ de terra com saliva, que aplicou nos olhos do cego de nascença — a imposição de mãos era quase como que uma total falta de sutileza, mas à qual Ele recorre, apenas porque sem sensorialidade certas mentes não se abrem para a fé que trás cura.


Assim, em minha opinião, há dois tipos de poder na imposição das mãos, e, em Jesus, foi o único momento nesta vida onde ambos se fundiram em plenitude: o natural e o sobrenatural; gerando o naturalsobrenatural.

Ora, do que estou falando? Hoje é mais que sabido que a mente em si mesma carrega poder. E tal poder não é pequeno, e se manifesta para o bem e para o mal. Há inúmeros estudos, desde há mais de quarenta anos, que mostram que o ato de impor as mãos com desejo de cura, deflagra um processo, na maioria das vezes lento, porém benéfico; e isto independentemente de tal imposição de mãos ter sido carrega de fé ou de ser simplesmente uma bondosa esperança em amor. Assim, se determina que pode haver troca natural de energia psíquica entre as pessoas, por várias vias, mas também pela imposição de mãos. Até aqui, entretanto, se está falando de algo natural, ainda que operando de modo psíquico. E afirmo isto também baseado no fato de que a humanidade inteira não creria nos benefícios da imposição de mãos, não tivesse tal beneficio sido verificado durante milênios.

Portanto, afirmo que creio num poder natural de curar, pela imposição de mãos; e, neste caso, o beneficio é fruto do toque carregado de amor e esperança de cura, o que beneficia quem impõe as mãos com amor, pois ama; e beneficia aquele que recebe a imposição das mãos, se a receber de modo grato e esperançoso. Entretanto, percebesse melhora; e tal melhora é sempre processual, quase nunca instantânea. Muitos, entretanto, não crêem que a mente seja mais que o cérebro, e, portanto, todas as manifestações do tipo definido acima, quando acontecem, ou são negadas pelos céticos; ou são afirmadas como “obra do diabo”, isto no caso dos crentes. Em geral crente não crê na mente. Tudo existe entre Deus e o diabo. Nesse caso, a imposição de mãos que aconteça sem a consciência carismática-cristã-pentecostal, e que produza algum resultado de cura, é sempre vista como manifestação do poder dissimulado e bonzinho do diabo através daquele que impôs as mãos. Eu, entretanto, tanto creio no poder da mente, como também no poder de manifestações espirituais. E mais: sei que impor as mãos com amor, sempre é benéfico e ajuda em todo processo de cura. E isto sem que necessariamente o praticante o faça como oração de cura. Também creio que além do poder da mente, há forças espirituais que podem se utilizar de tais manifestações para o bem ou para o mal. Entretanto, eu creio que tais forças espirituais somente se manifestam mediante a barganha que as pessoas façam com tais poderes. No entanto, o que vem de Deus, vem sempre de Graça e sem barganhas. Todavia, para que, por exemplo, uma imposição de mãos carregada de força maligna se faça transmitir para outra pessoa, alguma forma de consentimento tácito já se estabeleceu com aquele poder. Desse modo, há imposição de mãos cujos resultados são de natureza fenomenológica e estudável; bem como há a imposição de mãos cujos resultados são obtidos por intervenção espiritual, podendo ser boa ou má, independentemente do possível fato da cura acontecer. Ora, esse segundo tipo, em geral, não é de resultados processuais e lentos, como acontece com o fenômeno natural, mas sim intervenções que geram a cura súbita. Em Jesus o natural e o sobrenatural operavam em plenitude de poder; daí eu ter dito que Nele, e Nele somente, houve a fusão absoluta de ambas as dimensões, fazendo nascer o naturalsobrenatural. O naturalsobrenatural é a harmonia de todas as coisas. Assim, quando Jesus impunha as mãos, tanto a mais plena força humana e mental de poder se abria em direção ao sujeito-objeto da intervenção, como também Dele vazava o poder divino de curar até o impensável, e instantaneamente. Por esta razão é que conquanto Ele cure com soberania absoluta, todavia, se limita pela incredulidade dos de Nazaré, onde não pode realizar muitos sinais, senão umas poucas curas, realizadas pela brutalidade sensorial da imposição de mãos.


O interessante é que a imposição de mãos, em Jesus, não é algo mágico, mas apenas sensorial, simbólico, e inter-relacional; o que atingia a simplicidade da compreensão humana milenar de que a imposição das mãos poderia curar; e o que gerava SUSTO, é que as curas eram de toda sorte e instantâneas. Além disso, também a imposição de mãos, em Jesus, é a realidade mais básica do ato de curar. Isto porque, de fato, as maiores curas e milagres de Jesus não aconteceram mediante o toque, ou a imposição de mãos. Ao contrário, quando levanta o filho da viúva de Naim dos mortos, Ele apenas toca o caixão e fala ao morto, o qual ergueu-se. Também quando ressuscita Lázaro dentre os mortos, não há qualquer toque, mas apenas um chamado feito pela Sua palavra: Vem para fora! Estou escrevendo isto porque me parece que os discípulos já não impõem as mãos; e, quando o fazem, o fazem mecanicamente.


Meu desejo ao escrever esse rápido texto, é simples. Quero sugerir que levemos a sério o ato de tocar. E mais: quero afirmar que toda imposição de mãos feita em amor, move a vida na direção da saúde, sendo ou não uma oração formal. Além disso, digo também que no impor das mãos com consciência em fé e com amor deliberado e consciente, em tal gesto, há grande meio de Graça humana e divina de cura humana; sendo que tal, gesto praticado em amor humilde, tem em si a carga da graça que habita todo amor genuíno. No entanto, saiba que tudo é Graça, pois, que amor há no homem que não seja dom de Deus? E que cura pode nos alcançar para o bem, e sem barganhas, se não for tão somente Graça? Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm de Deus; descendo do Pai das Luzes, em quem não há mudança ou sombra de variação!

Nele, que é Aquele que cura pela fé que atua pelo amor,

Caio

QUAL É O PODER DO ÓLEO DA UNÇÃO




Mensagem da carta:

Meu amado pastor Caio, graça e paz de Jesus sobre tua vida, que tem sido uma bênção constante para mim. Tenho algumas dúvidas, que gostaria que o sr. respondesse, embora sei de suas dificuldades devido ao imenso volume.

ÓLEO DE UNÇÃO PARA DOENÇAS, EMPREGO E DIFICULDADES DE TODO TIPO: Na igreja que freqüento, há um culto em que o pastor e alguns diáconos ficam à frente do púlpito ungindo o povo, não só por doenças, mas também por desemprego e outros problemas. Há uma taça de prata e os irmãos colocam os pedidos de oração, que depois da oração, são queimados. Como não vi base bíblica para isso, nunca participei. Aliás, esse culto substituiu o culto de doutrina que o pr. anterior promovia, e o resultado foi o aumento na freqüência do povo, que em sua maioria está atrás de bênçãos. ÓLEO DE UNÇÃO PARA UNGIR A CASA: Os irmãos pedem que o pastor vá orar com eles em casa e se ele achar que há problema de ordem espiritual, unge os cômodos da casa com o óleo da unção. obs: esta igreja não é a IURD, mas uma igreja pertencente a uma grande denominação ligada à "renovação espiritual". SETE SEXTAS FEIRAS ATRÁS DE BÊNÇÃOS: Em outra igreja da mesma denominação, no mesmo bairro há o culto das SETE SEXTAS FEIRAS, onde os irmãos ou mesmo incrédulos fazem este voto com o objetivo de receberem principalmente a cura e diversas bênçãos materiais.
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Resposta:
Meu amado: Paz!

1. ÓLEO DE UNÇÃO PARA DOENÇAS, EMPREGO E DIFICULDADES DE TODO TIPO: A unção com óleo é bíblica. Os discípulos de Jesus ungiam com óleo os doentes (Marcos), e Tiago recomenda que assim seja. Quanto à taça poderia até ser como belo simbolismo, mas tem que ficar no simbolismo e não cair na mágica. O problema é quando o óleo passa a ser o agente fetichizado do poder, deixa de ser símbolo e passa a ser a “coisa poderosa”, em si mesma.

2. ÓLEO DE UNÇÃO PARA UNGIR A CASA: Jesus disse que ao se entrar numa casa, se deveria dizer: “Paz seja nesta casa”, pois, em havendo “um filho da paz” no lugar, a paz ficará sobre eles. Mas se é o óleo que “carrega” a virtude, é algo fetichista.

3. SETE SEXTAS FEIRAS ATRÁS DE BÊNÇÃOS: Aí já é uma novena, uma sete-na, e já é o culto à barganha com Deus. Se houver uma mecânica envolvida já é superstição, é a vitória da IURD sobre a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos. Se isto está lhe fazendo mal procure outra igreja. Mas não fique lá enchendo a paciência de ninguém. A linha entre o sadiamente bíblico e aquilo que é fetichismo espiritual é muito tênue e realmente fina.

Receba meu beijo. Nele, que é a Fonte de todo poder,

Caio